O Jongo / Caxambu
O jongo tem que ter,
Ter dançadeiro pra valer, tem
Tem que ter, que ter que rodar, tem que ter
No baticum
A roda vai crescer
E o povo vai fazer fuzuê
Que nem seu Exu-kêkêrêkê.
Tem que ter Sá-moça catita
Tem que ter a voz de vovó de Vassuncê
Tem que ter um canto nagô,
Tem que ter um de Ioruba, tem que ter
Saravá pro seu Benguelê.
Vem pro jongo,
Ô vem jongueiro ver,
João-Congo,
O jongo tem que ter
Mais um herdeiro
Nesse terreiro
Pro jongo não morrer.
(Sérgio Santos e Paulo César Pinheiro)
O Jongo, manifestação cultural afro-brasileira, também conhecido como Caxambu, é uma forma de expressão que integra percussão de tambores, canto e dança. O Jongo/Caxambu, presente no Sudeste brasileiro, fez o caminho do café e da cana-de-açúcar, praticado pelos negros de origem bantu, trabalhadores escravizados nas lavouras da região.
Proclamado Patrimônio Cultural Brasileiro em novembro de 2005 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Jongo/Caxambu foi registrado no Livro das Formas de Expressão. O registro, reivindicado e conquistado por comunidades jongueiras do Sudeste, teve como base a pesquisa desenvolvida pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular e como suporte a metodologia do Inventário Nacional de Referências Culturais.
O Pontão de Cultura do Jongo/Caxambu é uma das conquistas das comunidades jongueiras, resultado do registro. Desenvolve ações de articulação das comunidades e procura contribuir para os processos de garantia de direitos.







